Ibuprofeno 600 Mg Para Que Serve?

Ibuprofeno 600 Mg Para Que Serve
Ibuprofeno 600mg: para que serve? – O ibuprofeno 600 mg (miligramas) é um anti-inflamatório que, além de tratar a inflamação, possui atividade analgésica (contra dor) e antipirética (contra febre), Esse MIP – medicamento isento de prescrição – é um dos mais empregados para o alívio de sintomas não graves muito comuns, que estão listados abaixo:

Dor de cabeça Enxaqueca Dores musculares Dores da inflamação das juntas (articulações) e nas costas Gripe e resfriado comum Dor de dente e de extração dental Dor menstrual Inflamações da garganta Dor pós-contusão Dores de excesso de esforço físico Dores provocadas por lesões leves

Como devo tomar o ibuprofeno de 600 mg?

A dose recomendada é de 600 mg, 3 ou 4 vezes ao dia. A dose deste medicamento deve ser adequada a cada caso clínico, e pode ser diminuída ou aumentada a partir da dose inicial sugerida, dependendo da gravidade dos sintomas. A dose de tratamento deverá ser decisão do seu médico.

Para que serve o medicamento ibuprofeno de 600 mg?

Para que serve o Ibuprofeno e para que é indicado? Este medicamento tem ação contra a inflamação (reação de defesa do organismo a uma agressão), dor e febre.

Quais são os efeitos colaterais do ibuprofeno 600mg?

Efeitos colaterais – Sendo um anti-inflamatório não esteroide (AINE), o ibuprofeno partilha de todos os efeitos colaterais da classe. Os principais efeitos colaterais do ibuprofeno, em ordem decrescente de frequência, são: dispepsia (queimação no estômago), náuseas, azia, tonturas, visão turva, zumbidos nos ouvidos, retenção de líquidos e edemas, prisão de ventre, excesso de gases, coceiras e diminuição do volume urinário.

Quanto tempo leva para o ibuprofeno 600 mg fazer efeito?

Ele precisa de 15 a 30 minutos para agir. O alívio dos sintomas dura entre quatro e seis horas, a depender da causa e da intensidade.

Quem tem pressão alta pode tomar ibuprofeno de 600?

‘A recomendação das autoridades é evitar anti-inflamatórios, como ibuprofeno e ácido acetilsalicílico (AAS), a aspirina. Em troca, preferir a dipirona e o paracetamol’, explicou Urbano.

Porque ibuprofeno dá sono?

Sono é um dos efeitos colaterais de alguns analgésicos Alguns princípios ativos atuam no sistema nervoso central e diminuem os reflexos, causando sonolência ‘, afirma o neurologista Shigueo Yonekura.

Por que ibuprofeno aumenta a pressão?

Quem tem pressão alta pode tomar ibuprofeno? O ibuprofeno é um fármaco anti-inflamatório não esteroide (AINE) indicado para o alívio temporário da febre e de dores de intensidade leve a moderada como cefaleia, lombalgia, de gripes e resfriados comuns, dor de dente, dores musculares, dismenorreia e de artrite segundo descrito em bula.

Saliente-se que o ibuprofeno é derivado do ácido fenilpropiônico e sua ação é atribuída à inibição da cicloxigenase e, consequentemente, da síntese de prostaglandinas. Para a sua utilização deve se levar em conta a relação risco-benefício antes do início de sua utilização para indivíduos nas seguintes condições: história de doença ulcerosa péptica, sangramento ou perfuração gastrintestinal, disfunção renal, cirrose, asma ou outras afecções alérgicas, ou cardiopatia agravada por retenção hídrica e edema, disfunção hepática, história de distúrbios da coagulação ou lúpus eritematoso sistêmico, ou que estejam utilizando outros AINEs.

A utilização desse fármaco por idosos requer cautela e atenção especial. Dentre as cardiopatias, a hipertensão é doença com alta prevalência em nossa população e que apresenta relação direta com a idade, de modo que sua prevalência é superior a 60% em indivíduos acima de 65 anos de idade.

  • Os fármacos utilizados para o controle da hipertensão devem reduzir os níveis tensionais e também as taxas de eventos mórbidos cardiovasculares fatais e não fatais.
  • São várias as classes de anti-hipertensivos disponibilizados para o tratamento como: diuréticos, inibidores adrenérgicos, vasodilatadores diretos, inibidores da enzima conversora da angiotensina, antagonistas dos canais de cálcio e antagonistas do receptor da angiotensina II.

A questão da interação medicamentosa é uma preocupação constante considerando que o alto consumo de medicamentos anti-hipertensivos e anti-inflamatórios pode provocar interações medicamentosas quando usados concomitantemente. Tanto os medicamentos anti-hipertensivos como os medicamentos anti-inflamatórios são muito utilizados pela população em razão da prática de automedicação.

  1. Quando se trata de paciente idoso a atenção deverá ser intensificada, pois há potencialidade de decréscimo de função renal ou hepática, retardo do metabolismo, fatores predisponentes para interações medicamentosas e agravamento de eventos adversos.
  2. Cada paciente tem características próprias e deve ser tratado e acompanhado individualmente considerando sua condição clínica e, concomitantemente, devem ser consideradas as doenças associadas e a capacidade da terapia proposta em influenciar a morbidade e mortalidade cardiovasculares.

A leitora não especificou qual fármaco anti-hipertensivo utiliza. Entretanto, a seguir, está representado um quadro com os principais anti-hipertensivos utilizados e interação com anti-inflamatórios não esteroides. Quadro representativo dos anti-hipertensivos mais utilizados e interação com anti-inflamatório não esteroide (DEPARTAMENTO DE HIPERTENSÃO ARTERIAL DOA SOCIEDADE BRASILEIRA DE CARDIOLOGIA. Ibuprofeno 600 Mg Para Que Serve Deve ser salientado, também, que a prevalência da hipertensão arterial primária aumenta com a idade e, portanto, é observado aumento em enfermidades reumáticas desencadeando, assim, consumo concomitante de anti-inflamatórios. Considerando que o principal mecanismo dos anti-inflamatórios não esteroides é a inibição de prostaglandinas, poderá levar a várias alterações na função renal e, também, afetar o controle da pressão arterial em casos clínicos onde há redução da perfusão renal como ocorre em doenças cardiovasculares, na desidratação, assim como nos rins de idosos.

Estudo de metanálise (que é uma técnica estatística especialmente desenvolvida para integrar os resultados de vários estudos sobre uma mesma questão de pesquisa, em uma revisão sistemática da literatura) avaliou as consequências do uso de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) em relação a eventos cardiovasculares (IAM, AVCi, morte por doença cardiovascular).

Foram avaliados 31 estudos que englobaram um total de 116.429 pacientes ( fonte: Trelle S, Reichenbach S, Wandel S, et al. Cardiovascular safety of non-steroidal anti-inflammatory drugs: Network meta-analysis. BMJ 2011; DOI:10.1136/bmj.c7086). Esses autores mencionam que todas as medicações estudadas (naproxeno, ibuprofeno, diclofenaco, celecoxib, etoricoxib, lumiracoxib, rofecoxib) causaram aumento de eventos cardiovasculares.

É mais um estudo que corrobora com a informação de que todos os AINEs aumentam o risco cardiovascular dos pacientes. A leitora deve buscar orientação médica para que esse profissional possa identificar a causa dos sintomas relacionados à dor nos ossos, avaliar sua condição clínica e verificar a necessidade ou não de alterar a medicação anti-hipertensiva além da necessidade, ou não, de prescrever um anti-inflamatório.

O importante é saber que não se deve tomar anti-inflamatório sem a orientação de um profissional da saúde para avaliar o risco envolvido e a segurança do paciente. : Quem tem pressão alta pode tomar ibuprofeno?

Qual a diferença do ibuprofeno e Torsilax?

A associação de substâncias foi superior ao ibuprofeno na soma dos escores de alívio da dor após 2 horas do início do tratamento, na redução da intensidade da dor, no tempo de início de melhora significativa da dor e no tempo para atingir ausência total de dor.

O que é melhor dipirona ou ibuprofeno?

Comportamento dos antitérmicos ibuprofeno e dipirona em crianças febris

  • ARTIGO ORIGINAL
  • Comportamento dos antitérmicos ibuprofeno e dipirona em crianças febris
  • Ana Maria Magni I ; Daniel Kashiwamura Scheffer II ; Paula Bruniera III

I Mestre, Pediatria. Professor instrutor, Faculdade de Ciências Médicas (FCM), Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (ISCMSP), São Paulo, SP. Chefe, Serviço de Pediatria Ambulatorial, Hospital São Luiz Gonzaga, ISCMSP, São Paulo, SP. Assistente, Gastroenterologia Pediátrica, ISCMSP, São Paulo, SP.

  1. Correspondência
  2. RESUMO
  3. OBJETIVO: Analisar o comportamento da temperatura em crianças febris medicadas com dose oral única do ibuprofeno (10 mg/kg), dose recomendada para febre alta, comparado à dipirona (15 mg/kg), dose preconizada pelo fabricante, após 2, 3, 4, 5, 6, 7 e 8 horas da medicação antitérmica.

MÉTODOS: Ensaio clínico, aberto e randomizado (1:1), em crianças de ambos os sexos, com doenças febris, com idade entre 6 meses e 8 anos, temperatura axilar basal entre 38,0 e 40,3 °C, e divididas em dois grupos: febre alta (> 39,1 °C) e febre baixa (38,0 a 39,1 °C). A análise do comportamento baseou-se nos critérios de descontinuidade, segurança, resposta ao tratamento, tolerabilidade e eficácia terapêutica. RESULTADOS: Das 80 crianças, 31 permaneceram afebris ao longo de 8 horas (38,8%), 100,0% obtiveram decréscimo da temperatura com ambas as medicações nas 2 primeiras horas. No grupo de febre alta, 11 crianças medicadas com ibuprofeno foram mantidas até a 5ª hora (100,0%), e 11 com dipirona até a 3ª hora (100,0%). A eficácia antipirética na febre alta foi estatisticamente significante a favor do ibuprofeno na 3ª e na 4ª hora, e, na febre baixa, na 3ª hora após a medicação. CONCLUSÕES: Este estudo demonstrou que, em dose oral única, o ibuprofeno proporciona atividade antipirética mais acentuada do que a dipirona, principalmente na febre alta. Ambas as medicações foram bem toleradas e seguras em curto prazo. Palavras-chave: Febre, ibuprofeno, dipirona, anti-inflamatórios não esteroides, criança. Introdução Na prática pediátrica, a febre sempre foi motivo de frequentes consultas aos serviços de emergência 1, Ela gera ansiedade aos pais e aos cuidadores, decorrente da percepção de que a criança está doente ou possa apresentar crise convulsiva 2, Aproximadamente 2/3 das crianças até os 3 anos de idade que procuram atendimento médico o fazem por causa de doença febril 3, Elas representam 30% das consultas pediátricas 4 e 20% dos telefonemas em horários inadequados 5, Febre é a elevação da temperatura corpórea controlada pelo sistema nervoso central em resposta a estímulo exógeno ou endógeno 3, Ela é sintoma de várias doenças, infecciosas ou não 5,6, e é decorrente de ajuste no ponto termorregulador, localizado no hipotálamo, em um patamar elevado. As aferições têm demonstrado faixas de temperaturas normais ou subfebris que variam entre 36,0 e 37,9 °C. Quando a temperatura corporal se eleva acima dos 40,5 °C, muitas células se danificam. O desconforto que ela causa na criança tem sido, para muitos pediatras, justificativa suficiente para que se busquem medidas para aliviá-la 7,8, A escolha do melhor medicamento antitérmico sempre foi motivo de controvérsias. Os mais utilizados na prática pediátrica são ibuprofeno, paracetamol, também denominado acetaminofeno, e dipirona, também denominado metamizol. Existem muitos estudos sobre os dois primeiros e poucos que compararam a ação antipirética do ibuprofeno em relação à dipirona, talvez por a dipirona não ser comercializada mundialmente 9-11, O ibuprofeno é derivado do ácido propiônico, inibidor da prostaglandina, prescrito na dose de 5 mg/kg para febre baixa e 10 mg/kg para febre alta. Ele é recomendado a partir dos 6 meses de idade, faz parte da lista de medicações essenciais da Organização Mundial da Saúde (OMS) e é o anti-inflamatório que menos provoca sangramento gastrointestinal 9-12, A dipirona é derivada da fenilpirazolona, prescrita na dose de 15 mg/kg (0,6 gotas/kg), recomendada a partir dos 3 meses de idade. O risco de ocorrência de agranulocitose e anemia aplástica, relacionadas à dipirona, é uma questão extensamente discutida por Schönhöfer et al.13 e ainda não esclarecida. Ambas as medicações têm ação com início após 30 minutos, em média, com pico plasmático em 2 horas após ingestão oral, metabolização hepática e excreção renal 9-11,

  • O objetivo foi analisar o comportamento da temperatura em crianças febris medicadas com dose oral única do ibuprofeno (10 mg/kg) versus dipirona (15 mg/kg) em 2, 3, 4, 5, 6, 7 e 8 horas após medicação antitérmica em relação à temperatura inicial.
  • Casuística e método
  • Trata-se de ensaio clínico, randomizado por meio de envelopes lacrados não transparentes previamente numerados, aberto, comparativo de dose única de ibuprofeno versus dipirona em grupos paralelos, constituído por crianças febris atendidas no Serviço de Emergência do Hospital São Luiz Gonzaga, pertencente à Santa Casa de São Paulo (SP), Brasil, no período de setembro de 2000 a março de 2001.
  • O cálculo do tamanho amostral foi realizado levando em consideração a comparação da temperatura média entre os dois grupos e a diminuição dela ao longo do tempo.

Os critérios de inclusão foram: crianças de ambos os sexos, idade entre 6 meses e 8 anos, peso > 6 e < 22 kg, febre há pelo menos 4 horas e no máximo 48 horas, temperatura axilar basal entre 38,0 e 40,3 °C, e termo de consentimento livre e esclarecido lido e assinado pelos pais ou responsáveis. Foram excluídas as crianças que receberam analgésicos, antipiréticos ou anti-inflamatórios nas 6 horas anteriores e antibióticos nas 12 horas que antecederam ao estudo, as que apresentavam doença de base, as alérgicas às medicações estudadas e as com contraindicação à administração oral de medicamentos. Os pacientes elegíveis foram incluídos quando a temperatura atingiu valores > 38,0 °C, definida como a segunda de duas leituras consecutivas aferidas com intervalo de 15 minutos entre uma e outra. A segunda medida foi considerada o valor aproximado da temperatura basal do estudo, desde que a oscilação fosse 0,3 °C, realizava-se a terceira leitura. A terceira leitura foi considerada o valor aproximado da temperatura basal quando a oscilação foi 39,1 e 40,3 °C). Nos casos em que, após 2 horas do início do tratamento, houve aumento da temperatura após redução inicial, a observação foi interrompida e ofereceu-se outro antitérmico (paracetamol). Nos pacientes com diagnóstico de doença infecciosa bacteriana, foi introduzido o antibiótico pertinente. Foram realizados anamnese e exame físico completo, conforme ficha de avaliação clínica padronizada. A inclusão foi realizada após aferição da temperatura basal de acordo com a ordem cronológica de captação dos casos, e a sequência dos envelopes era desconhecida pela pesquisadora. De acordo com a intensidade da febre, os pacientes foram randomizados (1:1) para o subgrupo do ibuprofeno ou da dipirona. As aferições foram realizadas com termômetro clínico digital Becton Dickinson ®, de precisão e qualidade aprovadas pelo Instituto Nacional de Metrologia (INMET), padrão validado no tempo basal 10, 20, 30, 45 minutos e de hora em hora até 8 horas após a administração da medicação. Para este estudo, consideraram-se as aferições a partir do pico máximo de efeito dos medicamentos descrito na literatura como sendo após 2 horas da oferta da medicação. O frasco da medicação e o termômetro eram exclusivos por paciente. Uma enfermeira foi previamente treinada para seguir o protocolo e permaneceu durante todo o período de hospitalização (8 horas) exclusivamente para aferir a temperatura, supervisionada pela pesquisadora. Os dados (peso, estatura, idade) obtidos neste estudo foram analisados por meio do índice de massa corporal (IMC), baseado em gráficos e tabelas para ambos os sexos. As crianças maiores de dois anos foram analisadas e comparadas com os dados das tabelas e gráficos do IMC segundo o gênero e idade por padronização elaborada por Must et al.14 e pelo Center for Disease Control and Prevention (CDC) 15, As crianças entre 6 meses e 2 anos foram analisadas por meio de gráfico de peso para estatura de 0 a 36 meses 16,

  1. Para análise do comportamento da temperatura, consideraram-se descontinuidade, segurança, resposta ao tratamento baseada em critérios quantitativos, tolerabilidade e eficácia terapêutica.
  2. O caso foi descontinuado quando, após 2 horas, houve falha terapêutica (temperatura manteve-se igual ou maior que a basal) ou elevação da temperatura (para igual ou maior que 38,0 °C, após ter atingido patamares menores, ou para mais de 0,3 °C entre uma aferição e outra).
  3. A resposta ao tratamento foi avaliada de hora em hora e classificada como: excelente, quando houve queda da temperatura ( 38,0 °C, isto é, febril 6,
  4. A tolerabilidade foi verificada por meio de relatos dos cuidadores sobre qualquer intercorrência que os pacientes tivessem apresentado durante o período de observação.
  5. A eficácia terapêutica foi analisada por meio da duração da ação antitérmica e por comparação das temperaturas ao longo do tempo em resposta às medicações para cada grupo.
  6. O estudo e o termo de consentimento livre e esclarecido foram aprovados pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e pela Comissão Nacional de Pesquisa (CONEP).
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Utilizaram-se os testes qui-quadrado, t de Student, Mann-Whitney e Análise de Variância para Medidas Repetidas (ANOVA). O nível de significância foi de 5%. Resultados No presente estudo, 81 crianças preencheram os critérios de inclusão. Uma criança apresentou vômitos logo após a ingestão da dipirona e foi excluída da pesquisa. Das 80 crianças, 41 foram medicadas com ibuprofeno (51,2%) e 39 com dipirona (48,8%). De acordo com a temperatura inicial, 22 foram randomizadas para o grupo de febre alta (27,5%), dipirona (n = 11) ou ibuprofeno (n = 11), e 58 para o grupo de febre baixa (72,5%), dipirona (n = 28) e ibuprofeno (n = 30). A média de idade foi de 27 meses com desvio padrão de 20 meses. Havia 45 crianças do sexo masculino (56,2%) e 35 do sexo feminino (43,8%). Quanto à raça, havia 47 crianças caucaisanas (58,7%) e 33 afrodescendentes (41,3%). E quanto ao estado nutricional, havia 64 crianças eutróficas (80,0%) e 16 desnutridas (20,0%). Não houve diferença estatisticamente significante na distribuição dos pacientes por idade, sexo, raça, estado nutricional ou diagnóstico nos quatro grupos estudados, o que demonstra homogeneidade entre eles. Os diagnósticos definitivos foram: 48 casos de infecção das vias aéreas superiores (60,0%), sendo 40 de quadros gripais, 5 de otite média aguda e 3 de laringite; 27 (33,7%) casos na mesma proporção, sendo 9 de gastroenterocolite, 9 de pneumopatia, e 9 de tonsilite; e 5 casos de outras doenças (6,3%). A resposta ao tratamento, analisada de maneira global e com ambas as medicações, foi excelente em 48,8, 61,0, 57,4, 63,0, 55,6, 64,3, e 67,7%, respectivamente para 2, 3, 4, 5, 6, 7 e 8 horas. Ela foi estatisticamente significante a favor do ibuprofeno no grupo de febre alta após 3 (p = 0,014) e 4 horas (p = 0,047) da medicação. Em relação à febre baixa, a resposta ao tratamento ficou no limite da significância, a favor do ibuprofeno, após 3 horas da medicação (p = 0,106). A demonstra que no grupo de febre alta observou-se diferença estatisticamente significante com p = 0,019 entre as duas medicações. No grupo de febre baixa, conforme, observou-se diferença estatisticamente significante com p = 0,022 entre as duas medicações. Em ambos os grupos ocorreu diminuição da temperatura ao longo do tempo (p < 0,001). Nas Figuras 1 e 2, observou-se que, no início da atividade antipirética, houve queda da temperatura para os dois grupos tratados desde a aferição aos 10 minutos, porém, mais acentuada no grupo de febre alta. Na, evidenciou-se que 100% das crianças no grupo de febre alta, medicadas com ibuprofeno, foram mantidas até a 5ª hora e que 100% das medicadas com dipirona foram mantidas até a 3ª hora. Após a 5ª hora, houve descontinuidade com ambas as medicações, sendo maior no grupo da dipirona. Na febre baixa, houve descontinuidade do estudo a partir da 3ª hora, porém, ela se acentuou após a 6ª hora. Todos os critérios deste estudo foram cumpridos em 31 crianças, totalizando 38,8%. Na, também são observadas as médias e desvio padrão para todas as medidas das temperaturas aferidas. Houve diferença do efeito antipirético estatisticamente significante, a favor do ibuprofeno, para o grupo de febre alta, em relação às 3 e 4 horas (p = 0,007 e p = 0,025, respectivamente). Na febre baixa, o efeito antipirético foi estatisticamente significante com 3 horas de tratamento (p = 0,004). Na aferição de 2 horas para febre baixa, o efeito antipirético ficou no limite da significância (p = 0,067). Houve descontinuidade por falha terapêutica em 14 pacientes (17,5%), e por elevação da temperatura, em 29 (36,2%). O consentimento foi retirado por 6 pais, após 6 horas do estudo, por as crianças estarem afebris (7,5%). A descontinuidade ocorreu em todas as doenças, com perdas semelhantes quando comparadas entre si: 25/48 infecções de vias aéreas superiores (52%), 5/9 gastroenterocolites agudas (55,6%), 5/9 pneumopatias (55,6%), com exceção nas tonsilites (7/9), em que a descontinuidade atingiu 77,7%, em ambos os grupos e com ambas as medicações, sem diferenças estatisticamente significantes. Houve ocorrência de 5 eventos adversos (6,3%). Dois foram considerados graves (internação), porém, não relacionados aos medicamentos, mas motivados pelas doenças apresentadas ().

  • As medicações foram bem toleradas durante todo o período de observação.
  • Discussão
  • A literatura é vasta em trabalhos que comparam o acetaminofeno com o ibuprofeno e contempla estudos com a dipirona com acetaminofeno, porém, é restrita quanto aos que relacionam o ibuprofeno com a dipirona.

Os estudos de Wong et al.9, com aferição da temperatura timpânica por 6 horas, e Prado et al.11, com aferição da temperatura retal por 2 horas, são os dois únicos trabalhos disponíveis que comparam a eficácia antipirética e a tolerabilidade do ibuprofeno em relação à dipirona pela via oral.

  1. Yilmaz et al.10 compararam a eficácia da dipirona intramuscular (10 mg/kg) com o ibuprofeno oral (10 mg/kg) e a nimesulida oral, com aferições axilares por 2 horas.
  2. Portanto, não há na literatura publicação comparando os dois medicamentos, utilizando as mesmas doses, a duração do estudo, a via e o local de aferição preconizados neste trabalho.

A dose por nós utilizada para o ibuprofeno foi de 10 mg/kg e é referida na literatura como a melhor dose no combate a febre 8,10,17,18 e, em metanálise, elaborada por Perrot et al.19 Quanto à dipirona, optamos por 15 mg/kg, dose preconizada pelo fabricante e utilizada em outros estudos 9,11,20-22,

  1. Muitos cuidadores e pediatras utilizam a dipirona na dose de uma gota/kg/peso (equivalente a 25 mg).
  2. Provavelmente esse fator contribua para a percepção de eficácia antipirética superior da dipirona em relação a outras medicações 21,
  3. Wong et al.9 compararam a eficácia antipirética do ibuprofeno (5 mg/kg na febre baixa e 10 mg/kg na alta), da dipirona (15 mg/kg) e de um terceiro medicamento (acetaminofeno-12 mg/kg).

Os autores consideraram eficácia quando houve decréscimo de 1,5 °C na temperatura e não criança afebril, assim como nós. Essa queda foi mais acentuada entre 2 e 3 horas em 78% dos casos com o ibuprofeno e em 82% com a dipirona, diferença não estatisticamente significante.

Após esse tempo, a temperatura elevou-se, porém, estatisticamente significante em menor intensidade com a dipirona. A elevação para a exclusão para Wong et al.9 era de 0,5 °C, maior que a que preconizamos (0,3 °C); e a taxa de descontinuidade e desistência foi de 23% para ambos os medicamentos, bem menor que a taxa constatada por nós, porém com critérios diferentes.

No estudo de Prado et al.11, as aferições foram até 2 horas, com o propósito de verificar se a dipirona (15 mg/kg) intramuscular oferecia melhor resposta antitérmica do que a dipirona (15 mg/kg) e o ibuprofeno (10 mg/kg) via oral, baseado no mito popular e, por que não dizer, até médico, de que a via intramuscular oferece melhor resposta terapêutica antitérmica.

  • A autora e seus colaboradores demonstraram que o decréscimo médio foi semelhante (1,2, 1,1, e 1,0 °C, respectivamente, para o ibuprofeno, dipirona oral e intramuscular).
  • Neste estudo, obtivemos decréscimo médio de 2,3 e 1,9 °C na febre alta e 1,5 e 1,3 °C na febre baixa para ibuprofeno e dipirona, respectivamente.

Yilmaz et al.10 concluíram que a dipirona intramuscular foi mais efetiva que o ibuprofeno oral, embora refiram que a via oral seja a mais indicada em crianças. Apesar de este estudo ter tido início 2 horas após a ingestão dos medicamentos, as temperaturas foram aferidas aos 10, 20, 30, 45 minutos e 1 hora após a ingestão, para termos controle rigoroso sobre a criança febril, e para serem tomadas medidas, se fossem necessárias.

  1. As porcentagens de descontinuidade neste estudo devem-se principalmente aos critérios estabelecidos, pois essa elevação talvez pudesse comprometer o bem-estar das crianças 23,
  2. Neste estudo, ficou evidente que, em uma fase inicial da doença, nem sempre conseguimos combater a febre por um período de 8 horas, semelhante a outros autores 9,17,
  3. Em 25 dos casos (31,3%), foi introduzido o antibiótico pertinente, pois não seria considerado ético deixarmos a criança sem tratamento adequado em um período de 8 horas.

Devido à escassez de estudos científicos, procuramos comparar outros ao nosso, desde que houvesse conclusões isoladas sobre os medicamentos por nós pesquisados e não resultados comparativos com outros medicamentos. Walson et al.17 avaliaram os medicamentos ibuprofeno nas doses de 5 e 10 mg/kg para febre alta (temperatura oral entre 39,2 e 40 °C) e febre baixa (38,3 a 39,1 °C), e acetaminofeno (10 mg/kg). Após 8 horas do ibuprofeno na dose de 10 mg/kg, observaram que 54,1% das crianças permaneceram com valores menores do que a temperatura basal na febre alta e 38% na febre baixa. Nossos resultados foram de 36,4 e 43,3%, respectivamente para febre alta e febre baixa. O estudo de De Chiara 21 com paracetamol (13 mg/kg) e dipirona (15 mg/kg) em crianças febris constatou que 32,5% das crianças mantiveram o descréscimo de 1,5 °C em relação à temperatura basal na 6ª hora. Neste trabalho, no grupo de febre alta (dipirona/6 horas), o decréscimo foi verificado em 54,5% e em 67,9% na febre baixa. Estudo realizado com ibuprofeno por Martinón et al.24 revelou que a magnitude do efeito antipirético foi maior na febre alta na 3ª e na 4ª hora da ingestão do medicamento, a favor do ibuprofeno. Resultado esse semelhante aos achados de Walson et al.17 e de Nahata et al.18, em que houve diminuição da temperatura após 2 horas da medicação, com decréscimo máximo na 4ª hora do estudo. Os autores constataram que, mesmo se a temperatura se elevasse após 4 horas, ela não atingiria os patamares da temperatura basal. A resposta terapêutica foi baseada em critério quantitativo e submetida à análise estatística, o que torna o seu resultado mais preciso. A avaliação realizada por Autret et al.25 foi por meio de dados subjetivos (grau de desconforto apresentado pela criança, tal como choro e expressão facial interpretada pelos responsáveis); e a de Lomar & Ferraz 20, por meio da opinião do pesquisador. A resposta excelente e estatisticamente significante ocorreu, na febre alta, a favor do ibuprofeno na 3ª e na 4ª hora do estudo. Semelhante a outros estudos, a tolerabilidade foi excelente para as duas medicações 9,19,20,26, A eficácia terapêutica na febre baixa foi semelhante aos estudos de Walson et al.17, com diferença estatisticamente significante a favor do ibuprofeno após 3 horas, e se manteve até a 5ª hora. Os grupos foram homogêneos em relação a idade, sexo, raça, estado nutricional e diagnóstico, e essas variáveis parecem não interferir nos resultados do estudo, segundo Brown et al.27, Como não conseguimos manter 49/80 crianças (61,2%) afebris por 8 horas, sugerimos que, quando há sintomatologia ou febrofobia, talvez deva ser considerada a alternância de medicações antitérmicas. Essa alternância é apoiada por Mayoral et al.28 e pela metanálise de Sarrel et al.29, os quais preconizam que, em fase inicial das doenças que frequentemente acometem as crianças que procuram os serviços de emergência, os antitérmicos sejam administrados a cada 4 horas, e consideraram que essa conduta não gera efeitos adversos, embora deva ser realizada com supervisão médica para que se evite superdosagem 6,30. Neste estudo, o qual analisou o comportamento dos antitérmicos ibuprofeno e dipirona em crianças febris, demonstrou-se que dose oral única de ibuprofeno proporciona atividade antipirética mais acentuada do que dose oral única de dipirona, principalmente na febre alta. Ambas as medicações foram bem toleradas e seguras em curto prazo. Agradecimentos Os autores agradecem à Dra. Marta Pessoa Cardoso, Farm. Roberta Trefiglio e Farm. Patricia Monteiro pelo apoio operacional. Referências 1. Fetveit A. Assessment of febrile seizures in children. Eur J Pediatr.2008;167:17-27.2. Crocetti M, Moghbeli N, Serwint J. Fever phobia revisited: have parental misconceptions about fever changed in 20 years? Pediatrics.2001;107:1241-6.3. Porth CM, Kunert MP. Alterações na regulação da temperatura. In: Porth CM, Kunert MP. Fisiopatologia.6ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2004.p.190-201.4. Boivin JM, Weber F, Fay R, Monin P. Management of paediatric fever: is parents’ skill appropriate? 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Prado J, Daza R, Chumbes O, Loayza I, Huicho L. Antipyretic efficacy and tolerability of oral ibuprofen, oral dipyrone and intramuscular dipyrone in children: a randomized controlled trial. São Paulo Med J.2006;124:135-40.12. Lewis SC, Langman MJ, Laporte JR, Matthews JN, Rawlins MD, Wiholm BE. Dose-response relationships between individual nonaspirin nonsteroidal anti-inflammatory drugs (NANSAIDs) and serious upper gastrointestinal bleeding: a meta-analysis based on individual patient data. Br J Clin Pharmacol.2002;54:320-6.13. Schönhöfer P, Offerhaus L, Herxheimer A. Dipyrone and agranulocytosis: what is the risk? Lancet.2003;361:968-9.14. Must A, Dallal GE, Dietz WH. Reference data for obesity: 85th and 95h percentiles of body mass index (wt/ht2) and triceps skinfold thickness. Am J Clin Nutr.1991;53:839-46.15. Kuczmarski RJ, Ogden CL, Guo SS, Grummer-Strawn LM, Flegal KM, Mei Z, et al.2000 CDC growth charts for the United States: methods and development. 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See also:  Porque Los Virus No Responden A Los Antibióticos?
  • CEP 05454-000 – São Paulo, SP Tel.: (11) 3021.1007, (11) 9641.1248
  • Artigo submetido em 02.08.10, aceito em 06.10.10. Este estudo foi realizado por intermédio de fundo de pesquisa patrocinado pela Janssen Cilag Farmacêutica. Apoio financeiro: Janssen Cilag Farmacêutica. Como citar este artigo: Magni AM, Scheffer DK, Bruniera P. Antipyretic effect of ibuprofen and dipyrone in febrile children. J Pediatr (Rio J).2011;87(1):36-42. : Comportamento dos antitérmicos ibuprofeno e dipirona em crianças febris

    Qual é o melhor horário para tomar ibuprofeno?

    DOR E FEBRE | Ibuprofeno (Advil, Alivium): O que é, para que serve e contra-indicações

    Bula do Ibuprofeno Comprimido EMS Dor de cabeça; Dor nas costas; Dor muscular; Cólica menstrual; De gripes e resfriados comuns; Dor de artrite; Dor.

    • Dor de cabeça;
    • Dor nas costas;
    • Dor muscular;
    • Cólica menstrual;
    • De gripes e resfriados comuns;
    • Dor de artrite;
    • Dor de dente.

    Como o Ibuprofeno Comprimido – EMS funcionamento? O ibuprofeno contém um derivado do ácido fenilpropiônico que possui atividade analgésica e antitérmica. Sua ação se inicia em cerca de 30 minutos após a administração, com duração de 4 a 6 horas para efeito analgésico; e de 6 a 8 horas, para efeito antitérmico.

    1. Contraindicação do Ibuprofeno Comprimido – EMS Não usar este medicamento se houver história anterior de alergia ao ibuprofeno ou a qualquer componente da fórmula, ao ácido acetilsalicílico ou a qualquer outro anti-inflamatório não-esteroidal, como diclofenaco e cetoprofeno, por exemplo.
    2. Não deve ser usado por pessoas com úlcera gastroduodenal ativa ou sangramento gastrintestinal (do estômago e duodeno).

    Não deve ser usado durante os últimos 3 meses de gravidez.

    • Este medicamento é contraindicado para menores de 12 anos.
    • Como usar o Ibuprofeno Comprimido – EMS
    • Adultos e crianças acima de 12 anos

    O ibuprofeno deve ser administrado por via oral na dose recomendada de 1 ou 2 comprimidos. Se necessário, esta dose pode ser repetida 3 a 4 vezes ao dia, com intervalo mínimo de 4 horas. Não exceder o total de 6 comprimidos (ou 1200mg) em um período de 24 horas.

    1. Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
    2. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
    3. Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.
    4. O que devo fazer quando eu me esquecer de usar o Ibuprofeno Comprimido – EMS

    Caso você se esqueça de tomar ibuprofeno no horário estabelecido, tome-o assim que lembrar. Entretanto, se já estiver perto do horário de tomar a próxima dose, pule a dose esquecida e tome a próxima, continuando normalmente o esquema de doses recomendado pelo seu médico. Neste caso, não tome o medicamento em dobro para compensar doses esquecidas.

    • Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou do cirurgião-dentista.
    • Precauções do Ibuprofeno Comprimido – EMS
    • Consulte um médico antes de usar este medicamento caso:
    • Tenha pressão alta, doença do coração ou dos rins, ou esteja tomando um diurético, cirrose hepática e asma;
    • Esteja sob cuidados médicos por qualquer condição grave;
    • Esteja em uso de qualquer outro antitérmico/analgésico, anticoagulantes ou qualquer outro medicamento;
    • Esteja em uso de ácido acetilsalicílico por problema do coração ou derrame, uma vez que o ibuprofeno pode diminuir o efeito esperado do ácido acetilsalicílico nestes casos;
    • Esteja grávida ou amamentando;
    • Tenha mais de 70 anos de idade;
    • Tenha asma ou outra afecção alérgica;
    • Esteja fazendo uso de outro anti-inflamatório não esteroidal (AINE).

    Interrompa o uso deste medicamento e consulte um médico caso

    • Ocorra uma reação alérgica ou qualquer outra reação indesejável, como vermelhidão, bolhas ou erupções na pele
    • A febre apresente piora, ou persista por mais de 3 dias;
    • A dor apresente piora, ou persista por mais de 10 dias;
    • Ocorra dor de estômago com o uso deste medicamento;
    • Seja observado vômito com sangue, ou fezes enegrecidas ou sanguinolentas.
    1. O uso contínuo deste medicamento pode aumentar o risco de ataque do coração, infarto ou derrame cerebral.
    2. Reações Adversas do Ibuprofeno Comprimido – EMS
    3. Reações comuns (ocorrem entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento)
    4. Dor abdominal com cólicas, tontura, azia, náuseas (enjoo), exantema cutâneo (erupção na pele).
    5. Reações incomuns (ocorrem entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento)
    6. Constipação (prisão de ventre), diarreia, dispepsia (indigestão), edema (inchaço), flatulência (gases), hiper secreção gástrica (aumento da quantidade de suco estomacal), dor de cabeça, irritabilidade, nervosismo, prurido (coceira) de pele, zumbido e vômitos.
    7. Reações raras (ocorrem entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento)
    8. Função hepática anormal (alterações de exames laboratoriais do fígado), agranulocitose (diminuição de células do sangue), dermatite alérgica (alergia de pele), reações alérgicas, anafilaxia (reação alérgica generalizada), anemia, angioedema (inchaço nas partes mais profundas da pele), estomatite aftosa (aftas), anemia aplástica (distúrbio na formação das células sanguíneas), hematêmese (vômito com sangue), visão turva, broncoespasmo (constrição das vias aéreas causando dificuldade para respirar) pulmonar, dermatite bolhosa (doença da pele que se manifesta através de bolhas), acidente vascular cerebral (conhecido popularmente como “derrame”), angina pectoris (dor e aperto no peito), insuficiência cardíaca crônica (diminuição da capacidade do coração de bombear o sangue), hepatite medicamentosa (inflamação do fígado causada por medicamentos), dispneia (falta de ar), eritema multiforme (distúrbio da pele resultante de uma reação alérgica), úlcera gástrica (ferida no estômago), gastrite (inflamação do estômago), hemorragia gastrintestinal (sangramento do estômago e/ou intestino), perfuração gastrintestinal (perfuração do estômago e/ou intestino), úlcera gastrintestinal (ferida no estômago e/ ou intestino), hematúria (sangue na urina), anemia hemolítica (quebra de células vermelhas do sangue), hepatite (inflamação do fígado), hipertensão (pressão alta), insônia (perda de sono), icterícia (excesso de bilirrubina no sangue, caracterizada por cor amarelada na pele), leucopenia (diminuição de glóbulos brancos do sangue), irritação da boca, infarto do miocárdio (do coração), nefrotoxicidade (toxicidade no rim), meningite não-infecciosa, úlcera péptica (ferida no estômago e/ou parte inicial do intestino), doença renal, insuficiência renal (diminuição da função dos rins), necrose papilar renal (doença aguda dos rins caracterizada por necrose das papilas renais), necrose tubular renal (doença aguda dos rins com lesão dos túbulos renais), rinite (inflamação das mucosas do nariz), escotoma (ponto luminoso no campo visual), doença sanguínea, síndrome de Stevens-Johnson (erupção da pele), taquiarritmia (aceleração dos batimentos do coração), desordem trombocitopênica (diminuição do número de plaquetas no sangue), ambliopia tóxica (distúrbio no nervo óptico), necrólise epidérmica tóxica (desprendimento em camadas da parte superior da pele), urticária (alergia na pele), vasculite (inflamação dos vasos sanguíneos), alterações visuais, chiado no peito.
    9. Reações adversas com frequências desconhecidas

    Vertigem (tontura), distensão abdominal (aumento do volume abdominal), doença de Crohn (doença inflamatória intestinal), colites (inflamação intestinal), melena (fezes escuras devido a sangramento gastrointestinal), edema periférico (inchaço em mãos, pernas, pés), meningite, redução da hemoglobina (célula vermelha do sangue) e do hematócrito (concentração de glóbulos vermelhos no sangue), nefrite intersticial (inflamação nos rins), proteinúria (presença de proteínas na urina), asma, edema (inchaço) na face, púrpura (manchas causadas por extravasamento de sangue na pele), distúrbios visuais, ulceração na boca, dor abdominal superior, doença do fígado, meningite asséptica (inflamação não-infecciosa da meninge, membrana que envolve o cérebro) e síndrome nefrótica (distúrbio que acomete os rins).

    • População Especial do Ibuprofeno Comprimido – EMS
    • Gravidez
    • Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.
    • Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.
    • Riscos do Ibuprofeno Comprimido – EMS
    Não use este medicamento em casos de úlcera, gastrite, doença dos rins ou se você já teve reação alérgica a antiinflamatórios.

    Composição do Ibuprofeno Comprimido – EMS Cada comprimido revestido contém

    Ibuprofeno* 200mg
    Excipientes ** 1 comprimido revestido

    Ibuprofeno CD 90% 222,222 mg, equivalente à 200mg de ibuprofeno. Composição ibuprofeno CD 90%: ibuprofeno, povidona e amido pré-gelatinizado.**Amidoglicolato de sódio, celulose microcristalina + lactose, estearato de magnésio, álcool polivinílico + dióxido de titânio + talco + macrogol e água purificada.

    1. Apresentação do Ibuprofeno Comprimido – EMS
    2. Comprimidos revestidos de 200mg.
    3. Embalagens contendo: 10, 20, 30, 40, 60 e 500 (embalagem hospitalar) comprimidos revestidos.
    4. Uso oral.
    5. Uso adulto e pediátrico acima de 12 anos.
    6. Superdosagem do Ibuprofeno Comprimido – EMS

    Os pacientes podem se manter assintomáticos (sem apresentar sintomas) ou apresentar sintomas que incluem dor abdominal, náusea (enjoo), vômitos, letargia (sono profundo) e tontura. No entanto, efeitos mais graves já foram descritos, tais como hemorragia gastrintestinal (sangramento do estômago e/ou intestino), insuficiência renal aguda (doença aguda dos rins), convulsões (ataque epilético), coma, função hepática anormal, hipercalemia (aumento da concentração de potássio no sangue), acidose metabólica (excesso de acidez no sangue), dor de cabeça, perda de consciência, dispnéia (dificuldade para respirar), depressão respiratória e hipotensão (diminuição da pressão sanguínea).

    Não há tratamento específico, devendo-se adotar medidas habituais de controle das funções vitais, promover esvaziamento gástrico por meio da indução de vômito ou lavagem gástrica, administrar carvão ativado e manter a diurese. Se usar, acidentalmente, uma quantidade grande do medicamento, procure imediatamente um serviço médico.

    Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

    • Interação Medicamentosa do Ibuprofeno Comprimido – EMS
    • Interações medicamento – medicamento
    • O uso concomitante de qualquer AINE (anti-inflamatório não-esteroidal) com os seguintes fármacos deve ser evitado, especialmente nos casos de administração crônica: ácido acetilsalicílico, paracetamol, colchicina, outros anti-inflamatórios não-esteroidais, corticosteróides como, glicocorticóides (cortisol, hidrocortizona, beclometasona, betametasona, dexametasona, metilpredinsolona, prednisolona), corticotrofina, agentes anticoagulantes ou trombolíticos (varfarina e heparina), inibidores de agregação plaquetária (clopidogrel, ticlopidina), hipoglicemiantes orais (metformina, acarbose, glicazida) ou insulina, anti-hipertensivos (captopril, enalapril, atenolol, propanolol) e diuréticos (furosemida, hidroclorotiazida, tiazídicos), ácido valproico (auranofina, aurotiomalato de sódio), plicamicina, compostos de ouro, ciclosporina, metotrexato, lítio, probenecida, inibidores da ECA (enzima conversora de angiotensina, como captopril, enalapril) e digoxina.
    • Recomenda-se precaução quando do uso concomitante do ibuprofeno com inibidores seletivos de recaptação da serotonina (ISRS, como fluoxetina, sertralina, paroxetina, citalopram), pelo risco aumentado de sangramento gastrintestinal.
    • Interação medicamento – substância química
    • Desaconselha-se o uso concomitante com bebida alcoólica.
    • Interação medicamento – alimentos
    • A taxa de absorção do ibuprofeno pode ser retardada e a concentração de pico sérico (no sangue) reduzida quando administrado com alimentos, no entanto, sua biodisponibilidade (fração do medicamento que atinge a corrente sanguínea) não é significativamente afetada.
    • Interação medicamento – com exames de laboratório
    • O tempo de sangramento pode ser aumentado pela maioria dos AINEs (anti-inflamatórios nãoesteroidais).
    • Com o ibuprofeno este efeito pode persistir por menos de 24 horas; pode haver diminuição da glicemia (nível de glicose no sangue).
    • Informe seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
    • Ação da Substância Ibuprofeno Comprimido – EMS
    • Resultados de Eficácia
    • Suspensão Oral e Gotas

    O estudo PAIN ( Paracetamol, Aspirin, lbuprofen new tolerability ) foi um estudo randomizado e cego, delineado para comparar três analgésicos no tratamento da dor aguda. Um total de 8.677 adultos foram randomizados para tratamento com Ibuprofeno (substância ativa) (1.200mg/d), paracetamol (3g/d) e aspirina (3g/d).

    1. As principais indicações foram dor musculoesquelética (31-33%), resfriado comum (19-20%), dorsalgia (15 17%) e cefaleia (10-11%).
    2. Observou-se maior incidência de eventos adversos com aspirina (10, 1%) em comparação com Ibuprofeno (substância ativa) (7,0%, P lt; 0,001) ou paracetamol (7,8%).
    3. Eventos adversos gastrintestinais ocorreram em menor frequência nos pacientes tratados com i buprofeno (4,0%) em comparação com aspirina (7,1%, P lt; 0,001) ou paracetamol (5,3%, p = 0,025).1 O Boston University Fever Study envolveu 84.192 crianças com idade entre seis meses e 12 anos, com doença febril.

    As crianças foram randomizadas para tratamento com paracetamol (12mg/kg por dose a cada 4-6 horas) ou Ibuprofeno (substância ativa) (5 10mg/kg por dose a cada 4-6 horas). O desfecho primário foi a ocorrência de eventos adversos graves como sangramento gastrintestinal, insuficiência renal aguda ou anafilaxia.

    O desfecho secundário foi a ocorrência de internação hospitalar por outras complicações. Não se observou diferença estatisticamente significativa entre as duas medicações quanto à necessidade de internação hospitalar por evento adverso, ou qualquer alteração significativa da função renal nos pacientes tratados com Ibuprofeno (substância ativa).

    Por outro lado, as crianças que foram tratadas com Ibuprofeno (substância ativa) apresentaram menor risco de consultas médicas por asma (3,0%; IC95% 2,1-4, 1%) do que aquelas tratadas com paracetamol (5,1%; IC95% 3,5-7,1%), P = 0,02.2 Magni e colaboradores realizaram um estudo multicêntrico, aberto e randomizado para avaliar a atividade antipirética e a tolerabilidade de doses orais únicas de Ibuprofeno (substância ativa) versus dipirona em lactentes e crianças febris.

    1. Cento e vinte e dois pacientes de ambos os sexos, com idade entre 6 meses e 8 anos, com temperatura axilar ≥ 38,0°C foram randomizados (1:1) para Ibuprofeno (substância ativa) (10mg/kg) ou dipirona (l5mg/kg), administrados em doses orais únicas.
    2. A temperatura axilar e os eventos adversos foram avaliados após 10, 20, 30 e 45 minutos e, a seguir, de 1 em 1 hora, durante 8 horas após a administração.
    See also:  Como Alternar Ibuprofeno Y Paracetamol?

    As médias de temperatura foram significativamente menores nos pacientes que receberam Ibuprofeno (substância ativa), em relação aos que receberam dipirona, nos grupos de febre alta entre (gt;39,1°C) e baixa (38,0°C e 39,1°C) (p = 0,04). Após 1, 2 e 4 horas da administração das drogas, o valor absoluto da soma ponderada das diferenças de temperatura a partir dos valores basais foi significativamente menor no grupo de febre alta da dipirona, quando comparado ao grupo de febre alta do Ibuprofeno (substância ativa), o que significa maior efeito para este último.

    • Houve diferenças estatisticamente significativas no tempo para normalização da temperatura (lt;37,2°C) entre o Ibuprofeno (substância ativa) e a dipirona nos grupos de temperatura baixa (3,1 ± 2,04 vs.4,5 ± 3,06 horas, p = 0,01) e alta (2.7 ± 1,68 vs.5,4 ± 3,15 horas, p = 0,003).
    • A diferença do tempo de persistência do efeito antipirético foi também estatisticamente significativa para o grupo de temperatura alta, a favor do Ibuprofeno (substância ativa) (3,4 ± 2,03 vs.1,8 ± 1,89 hora, p = 0,01).

    As duas drogas apresentaram perfis de tolerabilidade comparáveis. Os autores concluíram que uma dose oral única de Ibuprofeno (substância ativa) demonstrou proporcionar antipirese mais rápida, potente e por um tempo mais longo do que uma dose oral única de dipirona, especialmente na presença de febre alta.3 Autret e colaboradores conduziram um estudo randomizado, aberto, multicêntrico e comparativo entre Ibuprofeno (substância ativa) (7,5mg/kg), paracetamol (10mg/kg) e aspirina (10mg/kg), que envolveu 351 crianças com idade entre 6 e 24 meses com febre (temperatura retal gt; 39°C).

    A temperatura foi avaliada após 1, 4 e 6 horas da administração. Observou-se maior queda da temperatura nas crianças tratadas com Ibuprofeno (substância ativa) em comparação com aquelas tratadas com aspirina ou paracetamol. A avaliação do conforto das crianças através de escala visual mostrou superioridade do Ibuprofeno (substância ativa) frente aos outros tratamentos.4 Bibliografia 1.

    Moore N, van Ganse E, Le Pare JM. The PAIN study: paracetamol, aspirin and ibuprofen new tolerability study: a large-scale, randomized clinical trial comparing the tolerability of aspirin, ibuprofen and paracetamol for short-term analgesia. Clin Drug lnvest.1999; 18:89-98.2.

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    4. Magni AM, Rosário N, Murahovschi J, et al.
    5. Efeito antipirético e tolerabilidade do Ibuprofeno (substância ativa) versus a dipirona, em dose oral única, em pacientes pediátricos – estudo aberto, randomizado, multicêntrico brasileiro.

    Ped Mod.2007;43(1):32-40.4. Autret E, Reboui-Marty J, Henry-Launois B, et al. Evaluation of ibuprofen versus aspirin and paracetamol on efficacy and comfort in children with fever. Eur J Clin Pharmacol.1997;51(5):367-71.

    1. Comprimido Revestido
    2. Estudos
    3. Eficácia antipirética e analgésica de 600mg de Ibuprofeno (substância ativa) mostraram-se comparáveis à dose de 600mg de ácido acetilsalicílico.1,2
    4. Em outro estudo, 600mg de Ibuprofeno (substância ativa) se mostraram superiores a 750mg de ácido mefenâmico e comparáveis a 800mg de fenilbutazona.2
    5. Referências

    1-David F. Salo, MD, PhD, Robert Lavery, MA, MICP, Vikram Varma, MD, Jennifer Goldberg, MS, PA-C, Tara Shapiro, DO, Alan Kenwood, MDA Randomized, Clinical Trial Comparing Oral Celecoxib 200 mg, Celecoxib 400mg, and Ibuprofen 600mg for Acute Pain. ACAD EMERG MED • January 2003, Vol.10, Nº.1.2- John R Lewis, Evaluation of Ibuprofen (Motrin) A NEW RHEUMATIC AGENT, JAMA, July 1975 365-367.

    • Cápsula Um estudo com 26 voluntários foi realizado comparando a biodisponibilidade do Ibuprofeno (substância ativa) 600mg na forma farmacêutica de cápsulas gelatinosas moles com o comprimido revestido de mesma concentração.
    • Os medicamentos foram administrados com água a temperatura ambiente, em jejum.

    Não houve eventos adversos graves durante o estudo, sendo as medicações bem toleradas. Ambas as formulações foram equivalentes, contudo a cápsula gelatinosa mole demonstrou uma absorção mais rápida que o comprimido revestido. Referências: Estudo cruzado, randomizado, de dois tratamentos, dois períodos, duas sequências e dose única para comparar a biodisponibilidade de duas formulações de 600mg de Ibuprofeno: cápsulas de gelatina mole e comprimidos revestidos, em voluntários sadios de ambos os sexos em condições de jejum.

    • Fonte: Bula do Profissional do Medicamento Alivium.
    • Características Farmacológicas
    • Suspensão Oral e Gotas
    • Farmacodinâmica

    Ibuprofeno (substância ativa) contém Ibuprofeno (substância ativa), um derivado do ácido fenilpropânico, inibidor da síntese das prostaglandinas, tendo propriedades analgésicas e antipiréticas. Os antipiréticos e analgésicos inibem a ação da cicloxigenase, diminuindo a formação de precursores das prostaglandinas e dos tromboxanos a partir do ácido araquidônico, diminuindo a ação destes mediadores no termostato hipotalâmico e nos receptores de dor (nociceptores).

    Farmacocinética O Ibuprofeno (substância ativa) apresenta boa absorção oral, com aproximadamente 80% da dose absorvida no trato gastrintestinal, havendo diferença quando da administração em jejum ou após refeição, pois a presença de alimentos diminui a absorção. O início de ação ocorre em aproximadamente 15 a 30 minutos.

    A taxa de ligação proteica é alta (99%) e a concentração plasmática máxima é atingida em 1,2 a 2,1 horas, tendo duração de 4 a 6 horas, com meia-vida de eliminação de 1,8 a 2 horas. A biotransformação é hepática e a excreção praticamente se completa em 24 horas após a última dose, sendo menos de 1% excretado na forma inalterada.

    1. Comprimido Revestido
    2. Propriedades Farmacodinâmicas
    3. O Ibuprofeno (substância ativa) tem ação farmacológica de um agente anti-inflamatório não esteroidal.
    4. Estudos clínicos:
    5. Avaliação randomizada prospectiva da segurança integrada de celecoxibe versus Ibuprofeno (substância ativa) ou naproxeno.

    PRECISION foi um estudo duplo-cego de segurança cardiovascular em 24.081 pacientes com OA ou AR com doença cardiovascular (DCV) ou com alto risco de DCV comparando celecoxibe (200-400mg por dia) com naproxeno (750-1000mg por dia) e Ibuprofeno (substância ativa) (1800 -2400mg por dia) durante o tratamento de 42 meses mais 1 mês de acompanhamento após a descontinuação do tratamento.

    O desfecho primário, a colaboração antiplaquetária de participantes (APTC), foi um composto de morte cardiovascular (incluindo morte hemorrágica), julgado independentemente, infarto do miocárdio não fatal ou acidente vascular cerebral não fatal. Além disso, houve um sub-estudo de 4 meses em 444 pacientes com foco nos efeitos das três drogas na pressão arterial, conforme medido pelo monitoramento ambulatorial.

    No que diz respeito ao parâmetro final do CV primário, o tempo para o primeiro evento APTC, demonstrou que o celecoxibe era estatisticamente significantemente não inferior ao Ibuprofeno (substância ativa) e não inferior ao naproxeno, e o Ibuprofeno (substância ativa) demonstrou ser estatisticamente significantemente não inferior ao naproxeno.

    • A taxa de evento APTC foi de 2,7% no grupo Ibuprofeno (substância ativa), versus 2,3% no grupo celecoxibe e 2,5% no grupo naproxeno na análise ITT, e foi de 1,9% versus 1,7% e 1,8%, respectivamente, na análise MITT.
    • Verificou-se a partir do estudo que, entre os indivíduos com OA ou AR com DCV ou com alto risco de DCV, o tratamento com celecoxibe apresentava um risco de CV semelhante ou menor quando comparado ao Ibuprofeno (substância ativa) ou ao naproxeno, o Ibuprofeno (substância ativa) apresentava risco de CV semelhante ao naproxeno.

    Durante o tratamento, o MACE (eventos cardiovasculares adversos principais, definidos como eventos APTC, revascularização coronária ou hospitalização por angina instável ou ataque isquêmico transitório) ocorreu mais frequentemente no grupo Ibuprofeno (substância ativa) (3,6%) em relação ao grupo celecoxibe (3,1%) e naproxeno (3,2%).

    1. O aumento do risco de Ibuprofeno (substância ativa) comparado ao celecoxibe definido como tempo para MACE foi estatisticamente significante.
    2. Os eventos gastrintestinais clinicamente significativos (0,7%, 0,3% e 0,7% para Ibuprofeno (substância ativa), celecoxibe e naproxeno, respectivamente) e anemia ferropriva de origem gastrintestinal clinicamente significativa (0,7%, 0,3% e 0,8% para Ibuprofeno (substância ativa), celecoxibe e naproxeno, respectivamente) ocorreram de forma semelhante nos grupos de Ibuprofeno (substância ativa) e naproxeno, mas com menor frequência no grupo celecoxibe; os aumentos de risco em relação ao celecoxibe foram estatisticamente significativos.

    O composto de eventos renais clinicamente significativos ou internação por ICC ou hipertensão no grupo Ibuprofeno (substância ativa) foi semelhante ao grupo naproxeno (1,7% vs.1,5%), mas foi mais frequente em relação ao grupo celecoxibe (1,7% vs.1,1%).

    O aumento do risco foi conduzido principalmente por eventos renais adjudicados (0,9% vs.0,5%). O sub-estudo ABPM mostrou, no mês 4, que os indivíduos tratados com Ibuprofeno (substância ativa) apresentaram aumento de 3,7mmHg na pressão arterial sistólica (PAS) ambulatorial de 24 horas, enquanto que os indivíduos tratados com celecoxibe apresentaram diminuição de 0,3mmHg e os indivíduos tratados com naproxeno apresentaram aumento de 1,6mmHg.

    A diferença de 3,9mmHg entre Ibuprofeno (substância ativa) e celecoxibe foi estatisticamente significativa e clinicamente significativa. O Ibuprofeno (substância ativa) não foi estatisticamente diferente do naproxeno na magnitude da alteração na PAS de 24 horas no mês 4.

    • Propriedades Farmacocinéticas O Ibuprofeno (substância ativa) é absorvido do trato gastrintestinal e o pico de concentração plasmática ocorre cerca de 1 a 2 horas após a ingestão.
    • O Ibuprofeno (substância ativa) é amplamente ligado às proteínas plasmáticas e tem uma meia-vida de aproximadamente 2 horas.

    Ele é rapidamente excretado na urina principalmente como metabólito e seus conjugados. Aproximadamente 1% é excretado na urina como Ibuprofeno (substância ativa) inalterado e cerca de 14% como Ibuprofeno (substância ativa) conjugado. Dados de Segurança Pré-Clínicos Estudos de reprodução conduzidos em ratos e coelhos em doses um pouco menores do que a dose máxima clínica não demonstraram qualquer evidência de desenvolvimento anormal.

    Como não houve estudos bem controlados em mulheres grávidas, este fármaco deve ser usado durante a gravidez somente se claramente necessário. Devido aos efeitos conhecidos dos fármacos anti-inflamatórios não esteroidais sobre o sistema cardiovascular (CV) fetal (fechamento do canal arterial), deve-se evitar seu uso durante a gravidez avançada.

    Assim como com outros fármacos conhecidos por inibir a síntese de prostaglandinas, um aumento na incidência de distocia e atraso no parto ocorreram em ratas. Cápsula Propriedades Farmacodinâmicas O Ibuprofeno (substância ativa) tem ação farmacológica de um agente anti-inflamatório não-esteroide e possui atividades antiinflamatória, analgésica e antipirética.

    Age, provavelmente, inibindo a síntese de prostaglandinas. Propriedades Farmacocinéticas O Ibuprofeno (substância ativa) é absorvido do trato gastrintestinal e o pico de concentração plasmática ocorre cerca de 1-2 horas após a ingestão. O Ibuprofeno (substância ativa) é amplamente ligado às proteínas plasmáticas e tem uma meia-vida de aproximadamente 2 horas.

    Ele é rapidamente excretado na urina principalmente como metabólito e seus conjugados. Aproximadamente 1% é excretado na urina como Ibuprofeno (substância ativa) inalterado e cerca de 14% como Ibuprofeno (substância ativa) conjugado. O Ibuprofeno (substância ativa) é rapidamente metabolizado e eliminado pela urina; a excreção é praticamente completa 24 horas após a última dose.

    Dados de Segurança Pré-Clínicos Estudos de reprodução conduzidos em ratos e coelhos em doses um pouco menores do que a dose máxima clínica não demonstraram qualquer evidência de desenvolvimento anormal. Como não houve estudos bem controlados em mulheres grávidas, este fármaco deve ser usado durante a gravidez somente se estritamente necessário.

    Devido aos efeitos conhecidos dos fármacos anti-inflamatórios não esteroides sobre o sistema cardiovascular fetal (fechamento do canal arterial), deve se evitar seu uso durante a gravidez avançada. Assim como com outros fármacos conhecidos por inibir a síntese de prostaglandinas, um aumento na incidência de distocia e atraso no parto ocorreram em ratas.

    • Fonte: Bula do Profissional do Medicamento Alivium.
    • Cuidados de Armazenamento do Ibuprofeno Comprimido – EMS
    • O produto deve ser mantido em local protegido de umidade e da luz e em temperatura ambiente (entre 15 -30°C).
    • Número de lote e data de fabricação e validade: vide embalagem.

    Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original. Características Físicas Comprimido revestido na cor branca, circular e biconvexo. Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

    1. Indústria Brasileira
    2. SAC:
    3. 0800 191914

    Siga corretamente o modo de usar. Não desaparecendo os sintomas, procure orientação médica. : Bula do Ibuprofeno Comprimido EMS

    Pode tomar Ibuprofeno 600mg de 8 em 8 horas?

    Qual intervalo entre as doses de ibuprofeno de 600mg? Não se deve fazer o uso de cinco (5) ou mais comprimidos ao dia. A dose usual do medicamento Ibuprofeno 600mg é de um (1) comprimido a cada seis (6) ou oito(8) horas, o médico que irá dizer qual o melhor tratamento. Lembrando, não se deve fazer o uso de cinco (5) ou mais comprimidos ao dia. : Qual intervalo entre as doses de ibuprofeno de 600mg?

    Quanto em quantas horas se toma o ibuprofeno?

    A dose pode ser repetida a cada 6 a 8 horas. Não utilizar mais do que 4 vezes por dia. O uso de ibuprofeno em crianças com menos de 2 anos deve ser feito sob orientação médica. Pacientes pediátricos com mais de 30 kg não devem exceder a dose máxima de 40 gotas (200 mg).

    Quantos dias se deve tomar um Anti-inflamatório?

    Nimesulida para sinusite – A dose preconizada é de 50 a 100 mg, duas vezes por dia por 3 a 5 dias. Assim como ocorre na faringite, as sinusites podem ter origem viral, alérgica ou bacteriana. Os anti-inflamatórios agem apenas de forma sintomática e devem ser utilizados por poucos dias para alívio da dor e/ou da febre.